Após quatro dias de encontros com lideranças, empresários e representantes das cadeias produtivas da Chapada Diamantina, o programa Avança Chapada encerra seu segundo ciclo de escuta com um resultado concreto: a definição das soluções consideradas prioritárias por quem vive e produz no território. As propostas irão compor a agenda produtiva do programa para a região, que será apresentada e pactuada pelas instituições parceiras em janeiro de 2027, em Lençóis.
Os encontros realizados na última semana (24 a 27/08) em Mucugê, Piatã, Seabra e Morro do Chapéu reuniram 87 participantes dos 24 municípios da Chapada Diamantina, que votaram individualmente nas ações consideradas prioritárias tanto para o crescimento sustentável da região quanto para o desenvolvimento dos negócios que empreendem no território.
Na ocasião, o Avança Chapada, realizado do Sistema FIEB, por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), com financiamento da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), lançou a segunda linha de atuação do programa, a Biochapada, que tem como objetivo de avaliar o potencial bioenergético da região, numa atuação em parceria com o Senai Cimatec.
Com a presença dos membros da equipe técnica do SENAI CIMATEC, Michelle Calhau e Cláudio Santos, foi apresentada a etapa inicial dedicada ao Diagnóstico Estruturante da Cadeia Regional de Biogás e Biometano na Chapada Diamantina. “Estamos identificando e mapeando os resíduos gerados pelas diversas atividades que acontecem no território e o potencial de transformar esses resíduos em insumos, como biogás e biometano, para gerar energia e renda para a Chapada Diamantina”, explicou Michelle.
Nos próximos meses, o desafio dessa nova frente do Avança Chapada é ouvir atores locais dos setores produtivo e poder público sobre a produção agropecuária e a geração de resíduos sólidos urbanos, além da realização de visitas técnicas e levantamentos de campo. O trabalho também vai mapear demandas da região relacionados à produção agropecuária, aos resíduos sólidos e ao esgotamento sanitário, identificando o potencial da biomassa disponível para a produção de biogás e biometano.
Universidade, estradas e selos de certificação - Em clima de reencontro entre os participantes ligados à Chapada Diamantina por histórias, negócios e projetos de vida, a votação das prioridades durante o segundo ciclo de escuta do Avança Chapada aconteceu com base nos desafios e propostas levantados na primeira rodada de encontros do programa, realizada no último mês de junho.
Entre as soluções que apareceram com maior força estão ações voltadas à formalização e certificação de produtos, com selos de origem e indicação geográfica, à ampliação do acesso ao crédito, acompanhada de assessoria técnica, ao fortalecimento da qualificação profissional ligada às demandas das cadeias produtivas e à melhoria da infraestrutura de transporte e logística, energia elétrica, abastecimento de água e esgotamento sanitário
As prioridades atravessam diferentes dimensões do desenvolvimento regional e revelam demandas que vão desde a criação de melhores condições para produzir e comercializar até a preparação de trabalhadores e empreendedores para ampliar a competitividade dos negócios da Chapada Diamantina, o que inclui o sonho comum entre muitos de uma universidade para a região com cursos que dialoguem com a vocação do território.
“Se for criada uma universidade aqui ou ampliada a oferta de formação local, o jovem pode nem precisar sair do território para estudar. É importante trabalhar com essa perspectiva porque, além de manter o jovem daqui, uma estrutura de formação também pode atrair jovens de outras localidades, que vêm estudar e acabam se inserindo no mercado de trabalho local. É muito importante ter essa visão de levar formação para os lugares que se pretende desenvolver. Se queremos desenvolver a Chapada, precisamos criar estrutura em todas essas áreas”, afirma Ana Luísa Santos Pimentel, proprietária do restaurante e pizzaria Beco da Bateia em Mucugê.
A empreendedora de um dos principais pontos de encontro da noite de Mucugê também chama atenção para os impactos que as deficiências de infraestrutura e logística provocam sobre diferentes atividades econômicas da Chapada. “A Chapada cresceu muito e foram feitos muitos investimentos, inclusive privados, mas a infraestrutura pública não acompanhou esse crescimento. O território ainda é tratado como se morassem poucas pessoas aqui, como se existissem poucos investimentos e poucas empresas, quando essa não é mais a realidade. As empresas precisam escoar aquilo que produzem e também receber insumos para produzir. Tudo isso é impactado. É como se a gente morasse em uma ilha, embora existam estradas ligando o território”, afirma.
Potencial de exportação - Produtor de café e representante da Coopric (Cooperativa de Produtores Rurais de Ibicoara e Chapada Diamantina), Mauro Pereira de Figueiredo chama atenção para a importância de aproximar ciência e tecnologia dos processos produtivos da região. Na cafeicultura, ele defende a implantação de um laboratório especializado que possa ampliar a qualidade das análises e fortalecer a certificação dos cafés da Chapada, inclusive com vistas ao mercado externo.
“No caso específico da cafeicultura na Chapada Diamantina, que hoje já conta com certificação de origem geográfica, seria importante termos um laboratório especializado capaz não apenas de realizar os testes sensoriais, mas também de promover análises químicas. À medida que conseguíssemos quantificar esses compostos químicos e relacionar esses resultados às análises sensoriais, poderíamos subir um degrau no processo de certificação. Isso traria mais legitimidade e qualificação ao café que nós iríamos exportar”, afirma.
As dificuldades de infraestrutura também aparecem entre os entraves mais recorrentes para quem produz e empreende na Chapada Diamantina. Problemas de logística, transporte, fornecimento de energia e conectividade acabam elevando custos, dificultando a circulação de pessoas e mercadorias e limitando a expansão dos negócios.
“A gente percebe que a infraestrutura deixa muito a desejar e é uma barreira para o desenvolvimento, principalmente dos pequenos empreendedores. A gente tem uma dificuldade tremenda com os Correios aqui e o transporte aéreo, por exemplo, só está disponível em Vitória da Conquista, o que exige longos deslocamentos. Outro ponto estratégico é a infraestrutura elétrica. Ela é extremamente importante não só para os pequenos, como também para os grandes, em função da capacidade de carga, do fornecimento e da estabilidade. A energia elétrica cai muito aqui”, afirma Tiago Spinolo Sodré, da ACDC (Associação Chapada Diamantina de Estudos da Medicina Cannábica).
Inovação e união - Um dos pontos altos do segundo ciclo de encontros do programa Avança Chapada foi a dinâmica de escuta, que estimulou trocas em diferentes direções. Ao mesmo tempo em que empresários e produtores elegiam as soluções prioritárias para os desafios enfrentados em suas atividades, também recebiam sugestões, compartilhavam experiências e identificavam novas possibilidades.
Foi o que aconteceu com Érika Fernanda de Brito Silva Macedo, produtora de morangos e representante da Associação Comunitária do Cedro, na zona rural de Boninal. Durante as discussões, ela conta que passou a enxergar novas alternativas para agregar valor à produção local.
“Durante as discussões, surgiram sugestões de outros produtos que podemos produzir tendo o morango como matéria-prima, como geleias e até o morango liofilizado. Foi uma ideia que eu conheci aqui e achei muito interessante. Também acredito que a gente precisa pensar em uma marca ligada à Chapada, porque o nome da Chapada, por si só, é muito forte”, realça.
Já Jaqueline Macedo, engenheira agrônoma e coordenadora de produção da La Vita Alimentos Agroindústria, empresa com mais de 20 anos de atuação e que vem ampliando na região de Piatã o cultivo de hortaliças destinadas à produção de saladas prontas para consumo, destacou a importância de encontros como os promovidos pelo Avança Chapada para aproximar pequenos e grandes produtores em torno de problemas que afetam diferentes elos das cadeias produtivas.
“Mesmo sendo uma empresa grande, a gente tem vários entraves. Um dos principais é a questão dos insumos, porque muita coisa precisa ser trazida de fora, e isso ainda esbarra na logística. Também temos dificuldades com a destinação de resíduos sólidos e com os processos de regularização ambiental. Por isso, achei o programa exemplar. Era algo que realmente estava precisando, até para a gente ter esse contato com outros produtores, produtores menores e também empresas maiores, porque, no fim, todos acabam compartilhando as mesmas dificuldades e, juntos, temos muito mais força”.
A próxima etapa Avança Chapada será dedicada a direcionar as ações para as instituições que compõem o Comitê Gestor do programa. “Iremos conversar com os parceiros para direcionar as ações de acordo com a atuação de cada um. Em seguida, será estruturada uma governança para acompanhar a implantação dessas ações ao longo dos anos. A assinatura do Pacto Avança Chapada, prevista para janeiro de 2027, reunirá as 15 instituições que compõem o Comitê Gestor do programa, além de outras instituições que poderão ser mobilizadas conforme as prioridades apontadas pelos atores da região”, explica a gerente de Negócios do IEL, representando a FIEB, Sandra Pasta.
Universidade, estradas e selos de certificação - Em clima de reencontro entre os participantes ligados à Chapada Diamantina por histórias, negócios e projetos de vida, a votação das prioridades durante o segundo ciclo de escuta do Avança Chapada aconteceu com base nos desafios e propostas levantados na primeira rodada de encontros do programa, realizada no último mês de junho.
Entre as soluções que apareceram com maior força estão ações voltadas à formalização e certificação de produtos, com selos de origem e indicação geográfica, à ampliação do acesso ao crédito, acompanhada de assessoria técnica, ao fortalecimento da qualificação profissional ligada às demandas das cadeias produtivas e à melhoria da infraestrutura de transporte e logística, energia elétrica, abastecimento de água e esgotamento sanitário
As prioridades atravessam diferentes dimensões do desenvolvimento regional e revelam demandas que vão desde a criação de melhores condições para produzir e comercializar até a preparação de trabalhadores e empreendedores para ampliar a competitividade dos negócios da Chapada Diamantina, o que inclui o sonho comum entre muitos de uma universidade para a região com cursos que dialoguem com a vocação do território.
“Se for criada uma universidade aqui ou ampliada a oferta de formação local, o jovem pode nem precisar sair do território para estudar. É importante trabalhar com essa perspectiva porque, além de manter o jovem daqui, uma estrutura de formação também pode atrair jovens de outras localidades, que vêm estudar e acabam se inserindo no mercado de trabalho local. É muito importante ter essa visão de levar formação para os lugares que se pretende desenvolver. Se queremos desenvolver a Chapada, precisamos criar estrutura em todas essas áreas”, afirma Ana Luísa Santos Pimentel, proprietária do restaurante e pizzaria Beco da Bateia em Mucugê.
A empreendedora de um dos principais pontos de encontro da noite de Mucugê também chama atenção para os impactos que as deficiências de infraestrutura e logística provocam sobre diferentes atividades econômicas da Chapada. “A Chapada cresceu muito e foram feitos muitos investimentos, inclusive privados, mas a infraestrutura pública não acompanhou esse crescimento. O território ainda é tratado como se morassem poucas pessoas aqui, como se existissem poucos investimentos e poucas empresas, quando essa não é mais a realidade. As empresas precisam escoar aquilo que produzem e também receber insumos para produzir. Tudo isso é impactado. É como se a gente morasse em uma ilha, embora existam estradas ligando o território”, afirma.
Potencial de exportação - Produtor de café e representante da Coopric (Cooperativa de Produtores Rurais de Ibicoara e Chapada Diamantina), Mauro Pereira de Figueiredo chama atenção para a importância de aproximar ciência e tecnologia dos processos produtivos da região. Na cafeicultura, ele defende a implantação de um laboratório especializado que possa ampliar a qualidade das análises e fortalecer a certificação dos cafés da Chapada, inclusive com vistas ao mercado externo.
“No caso específico da cafeicultura na Chapada Diamantina, que hoje já conta com certificação de origem geográfica, seria importante termos um laboratório especializado capaz não apenas de realizar os testes sensoriais, mas também de promover análises químicas. À medida que conseguíssemos quantificar esses compostos químicos e relacionar esses resultados às análises sensoriais, poderíamos subir um degrau no processo de certificação. Isso traria mais legitimidade e qualificação ao café que nós iríamos exportar”, afirma.
As dificuldades de infraestrutura também aparecem entre os entraves mais recorrentes para quem produz e empreende na Chapada Diamantina. Problemas de logística, transporte, fornecimento de energia e conectividade acabam elevando custos, dificultando a circulação de pessoas e mercadorias e limitando a expansão dos negócios.
“A gente percebe que a infraestrutura deixa muito a desejar e é uma barreira para o desenvolvimento, principalmente dos pequenos empreendedores. A gente tem uma dificuldade tremenda com os Correios aqui e o transporte aéreo, por exemplo, só está disponível em Vitória da Conquista, o que exige longos deslocamentos. Outro ponto estratégico é a infraestrutura elétrica. Ela é extremamente importante não só para os pequenos, como também para os grandes, em função da capacidade de carga, do fornecimento e da estabilidade. A energia elétrica cai muito aqui”, afirma Tiago Spinolo Sodré, da ACDC (Associação Chapada Diamantina de Estudos da Medicina Cannábica).
Inovação e união - Um dos pontos altos do segundo ciclo de encontros do programa Avança Chapada foi a dinâmica de escuta, que estimulou trocas em diferentes direções. Ao mesmo tempo em que empresários e produtores elegiam as soluções prioritárias para os desafios enfrentados em suas atividades, também recebiam sugestões, compartilhavam experiências e identificavam novas possibilidades.
Foi o que aconteceu com Érika Fernanda de Brito Silva Macedo, produtora de morangos e representante da Associação Comunitária do Cedro, na zona rural de Boninal. Durante as discussões, ela conta que passou a enxergar novas alternativas para agregar valor à produção local.
“Durante as discussões, surgiram sugestões de outros produtos que podemos produzir tendo o morango como matéria-prima, como geleias e até o morango liofilizado. Foi uma ideia que eu conheci aqui e achei muito interessante. Também acredito que a gente precisa pensar em uma marca ligada à Chapada, porque o nome da Chapada, por si só, é muito forte”, realça.
Já Jaqueline Macedo, engenheira agrônoma e coordenadora de produção da La Vita Alimentos Agroindústria, empresa com mais de 20 anos de atuação e que vem ampliando na região de Piatã o cultivo de hortaliças destinadas à produção de saladas prontas para consumo, destacou a importância de encontros como os promovidos pelo Avança Chapada para aproximar pequenos e grandes produtores em torno de problemas que afetam diferentes elos das cadeias produtivas.
“Mesmo sendo uma empresa grande, a gente tem vários entraves. Um dos principais é a questão dos insumos, porque muita coisa precisa ser trazida de fora, e isso ainda esbarra na logística. Também temos dificuldades com a destinação de resíduos sólidos e com os processos de regularização ambiental. Por isso, achei o programa exemplar. Era algo que realmente estava precisando, até para a gente ter esse contato com outros produtores, produtores menores e também empresas maiores, porque, no fim, todos acabam compartilhando as mesmas dificuldades e, juntos, temos muito mais força”.
A próxima etapa Avança Chapada será dedicada a direcionar as ações para as instituições que compõem o Comitê Gestor do programa. “Iremos conversar com os parceiros para direcionar as ações de acordo com a atuação de cada um. Em seguida, será estruturada uma governança para acompanhar a implantação dessas ações ao longo dos anos. A assinatura do Pacto Avança Chapada, prevista para janeiro de 2027, reunirá as 15 instituições que compõem o Comitê Gestor do programa, além de outras instituições que poderão ser mobilizadas conforme as prioridades apontadas pelos atores da região”, explica a gerente de Negócios do IEL, representando a FIEB, Sandra Pasta.
A Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA), entregou, na quinta-feira (20), em Rio de Contas, na Chapada Diamantina, 110 certificados de capacitação, contemplando profissionais e empreendedores, que atuam ou pretendem atuar em atividades turísticas. Eles participaram de cursos sobre técnicas para camareira e condutor, manipulação de alimentos e bebidas e caracterização de destinos. A formação teve a parceria da Prefeitura Municipal.
"Com o crescimento do fluxo turístico na cidade, precisamos melhorar a qualidade dos serviços oferecidos aos visitantes. Hoje, temos uma escassez de profissionais na área de hotelaria, especialmente de camareiras, o que torna essa capacitação ainda mais importante”, declarou o secretário municipal de Turismo, Rodolfo Abreu.
“Eu e minhas colegas de trabalho fizemos o curso para aprender coisas que ainda não conhecíamos. Aprendemos, por exemplo, sobre a forma correta de conduzir algumas atividades no hotel, desde pequenos detalhes até o uso adequado de cada material de limpeza”, relatou a camareira Ana Flávia Trindade, 28 anos.
Para a hoteleira Patrícia Dorea, 50 anos, “depois da capacitação, já consigo colocar em prática muitas coisas que aprendi nas aulas, onde adquiri novas e boas práticas, que são fundamentais para oferecer um serviço de excelência”.
A Setur-BA também participou das festividades em homenagem ao padroeiro São Bernardo de Claraval, com missa solene e manifestações culturais, uma das atrações do turismo religioso católico de Rio de Contas. As celebrações reuniram moradores e visitantes de municípios da Chapada Diamantina.
Medida foi adotada em razão de recondução irregular pela terceira vez do presidente da casa
O Ministério Público do Estado da Bahia recomendou ontem, dia 27, que a Câmara Municipal de Iraquara anule a eleição da mesa diretora referente ao biênio 2025/2026 em razão de terceira recondução consecutiva da presidência da casa. Além disso, o MPBA recomendou que a Câmara realize novo pleito no prazo de cinco dias úteis.A medida foi adotada pelo promotor de Justiça Lucas Peixoto Valente após identificar que a eleição resultou na terceira recondução consecutiva de Suede de Jesus Neves Filho ao cargo de presidente da Casa Legislativa, “situação considerada incompatível com o entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF)”, destacou o promotor de Justiça. Ele complementou que o MPBA requisitou documentos à Câmara Municipal, que confirmaram que o atual presidente ocupou o cargo nos biênios 2021/2022, 2023/2024 e 2025/2026. “O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 6.674/MT, firmou entendimento de que é permitida apenas uma única recondução sucessiva para o mesmo cargo na mesa diretora das Casas Legislativas”, destacou.Na recomendação, o MPBA orientou ainda que, no novo pleito, sejam admitidas para o cargo de presidente apenas candidaturas de vereadores que não tenham exercido a presidência da Casa nos dois mandatos consecutivos imediatamente anteriores.
Um homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas na tarde da última quarta-feira (15), na BA-026, após ser flagrado transportando 14 tabletes de maconha em um VW Voyage.
A prisão foi realizada por policiais da CIPRv/Itabuna, durante a Operação Balança. Segundo a PM, o motorista, que não possuía CNH, saiu do distrito de Cascavel, em Ibicoara, e seguia para Jequié, onde entregaria a droga.
O suspeito, o veículo e o material apreendido foram encaminhados à Delegacia Territorial de Maracás, onde o homem foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. A Polícia Civil investiga o caso.
Um crime brutal chocou os moradores do Distrito de Marcolino Moura, em Rio de Contas, na manhã desta segunda-feira, 15 de junho de 2026. Taylane Aguiar Silva foi assassinada dentro da própria residência em um caso registrado pela Polícia Civil como feminicídio qualificado. O principal suspeito é o marido da vítima, que fugiu logo após o crime.
O crime
A Polícia Militar de Livramento de Nossa Senhora recebeu o chamado por volta das 07h30. Ao chegar ao local, na Travessa II Antônio Carlos Magalhães, no Centro do distrito, os agentes encontraram Taylane já sem vida. Segundo informações colhidas com uma testemunha da família, a motivação do crime seria passional.
Fuga e buscas no matagal
De acordo com os relatos preliminares, o autor fugiu para uma área de vegetação próxima assim que a testemunha chegou à residência. Ele teria levado apenas algumas peças de roupa.
Equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar iniciaram uma operação conjunta de incursão no matagal para tentar localizar e prender o suspeito em flagrante. Até o momento, ele permanece foragido.
Providências legais
A Delegacia Territorial de Rio de Contas já realizou o levantamento inicial e expediu as guias para necropsia e perícia do local do crime. O caso segue sob investigação da 20ª Coorpin de Brumado.
Um feminicídio foi registrado em Livramento de Nossa Senhora na manhã do último domingo (14). De acordo com informações obtidas pela reportagem junto à polícia, Luciana de Jesus Santos, de 27 anos, foi morta pelo ex-companheiro, identificado como Luiz Jorge Conrado. O agressor teria utilizado uma barra de concreto para desferir golpes na cabeça da vítima, que morreu no local.
O corpo de Luciana foi encontrado por moradores do bairro Benito Gama, que acionaram a polícia. Ao chegarem para registrar a ocorrência e tomar as medidas cabíveis, os policiais notaram a presença do ex-companheiro da vítima no local, que apresentava uma mancha de sangue na orelha.
Ao ser questionado, Luiz Jorge Conrado alegou que o sangue seria de uma muriçoca que ele havia matado. O argumento, contudo, não convenceu os agentes, que deram voz de prisão ao acusado imediatamente.
Segundo as investigações, o casal estava separado e ambos tinham envolvimento com o tráfico de drogas. Após o término, eles teriam se tornado concorrentes na disputa por pontos de venda de entorpecentes na região. O crime foi classificado como feminicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e emprego de meio cruel.
Na última quinta-feira (21), integrantes do Projeto Social Lutando na Chapada seguiram viagem para mais um desafio de peso no cenário nacional: o Campeonato Brasileiro de Muaythai 2026, considerado o maior e mais organizado torneio amador da modalidade no Brasil e que, neste ano, também funciona como seletiva para o Campeonato Mundial de Muaythai 2027.
A delegação da Chapada Diamantina é composta por dois jovens talentos. Representando o município de Itaetê, sobe ao ringue João Miguel. Já Lorrane, natural de Ruy Barbosa, também integra a equipe — a atleta, que já vem se destacando no cenário das artes marciais baianas, é fruto do trabalho social desenvolvido na região.
A comissão técnica conta com o Capitão PM Vanderson, treinador do projeto e figura central na formação dos atletas.
Atualmente, os serviços estão sendo executados na região dos povoados de Ouro Verde e Engenho, que fica entre os KMs 8,6 e 17,5, do povoado de Catolé, entre os KM 17,5 até o KM 20. A etapa de pavimentação no trecho do entroncamento da BA-148 até o início da Serra e do KM 4,4, que corresponde ao final da Serra, até o KM 8,6 do povoado de Ouro Verde já foi concluída. A execução das ações no trecho da Serra, localizada entre os KMs 1,2 e 4,4 ainda será iniciada.
Com investimento de R$ 17,2 milhões, a obra está prevista para ser concluída em outubro de 2026.
Durante o cumprimento da Operação Cascavel, na última segunda - feira (11), em consonância com as diretrizes do policiamento orientado pela inteligência e em atuação conjunta com a 42ª CIPM, as guarnições foram acionadas , para averiguar possível plantio de maconha.
Ao chegarem ao local indicado, as equipes encontraram e erradicaram a plantação, aproximadamente 900 pés de maconha.
A combinação entre esporte, natureza e cultura deve movimentar o turismo na Chapada Diamantina com a realização da primeira edição do Festival Vou Mucugê. O evento anuncia sua primeira edição entre os dias 2 e 4 de julho, no município de Mucugê, e propõe uma imersão em atividades esportivas em meio a um dos cenários naturais mais exuberantes do país. Com foco na integração entre prática esportiva e experiências ao ar livre, o festival busca atrair não apenas atletas, mas também famílias e grupos de amigos interessados em vivenciar a região “Receber esse evento em nossa cidade é um privilégio, tendo em vista o seu caráter diverso. Será uma enorme alegria acolher diferentes práticas esportivas, bem como aplaudir artistas difusores de outros ritmos e apresentar os inúmeros potenciais e possibilidades para a vivência de experiências distintas e encantadoras que Mucugê tão bem sabe e pode oferecer. E espero que o "VOU MUCUGÊ" por aqui faça história”, afirmou a Prefeita Ana Olímpia. A Prefeitura Municipal de Mucuge é apoiadora institucional.
A programação contempla atividades para diversos perfis, incluindo a Eco Trip, com trilhas, caminhadas, ciclismo e vivências na natureza; os Desafios, com provas de trail run, mountain bike e funcional outdoor; além de ações voltadas ao bem-estar, como yoga, meditação, caminhadas ecológicas e práticas de respiração e recovery. “O Vou Mucugê reúne elementos que têm ganhado cada vez mais espaço entre os brasileiros: movimento, conexão com a natureza, bem-estar e cultura, tudo isso em um destino apaixonante. Além disso, o evento deve impulsionar a economia, gerar emprego e ampliar a visibilidade da região”, conta Nenel Rebouças, idealizador. Todas as informações sobre o evento estão nos perfis do Instagram @VouMucuge e @VouEventos. As inscrições para as atividades já podem ser feitas através de https://partik.com.br/vou-mucuge.