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Chapada Diamantina

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Prefeito de Jussiape mobiliza forças para reconstruir hospital após desastre provocado por fortes chuvas e rajadas de vento

Prefeito de Jussiape mobiliza forças para reconstruir hospital após desastre provocado por fortes chuvas e rajadas de vento

  • 19.Out.2026 - 20h15

Um temporal ocorrido na tarde de sábado (17), fez com que Jussiape vivenciasse mais uma página triste da sua história, pois, devido a chuva e o vento forte, parte do teto do único hospital da cidade foi arrancado, causando grandes estragos também na parte interna. O jornalista Fabiano Neves esteve no município e entrevistou o prefeito Zé Luz, que junto com seus secretariados está mobilizando forças junto ao governo do estado para que a unidade de saúde seja reconstruída o quanto antes.Veja abaixo a reportagem completa.

Chapada Diamantina: Polícia faz apreensão de droga durante ocorrência sobre cárcere privado

Chapada Diamantina: Polícia faz apreensão de droga durante ocorrência sobre cárcere privado

  • 13.Out.2026 - 10h49

Durante patrulhamento especializado na cidade de Ruy Barbosa, guarnição desta UOE recebeu denúncia anônima, onde foi relatado que uma menor estaria sendo mantida em cárcere privado por um indivíduo, e que a mesma possuía uma medida protetiva contra o mesmo. Diante da informação, a guarnição deslocou até o endereço informado, onde foi constatada a veracidade da informação, no local foi  encontrada a menor, e em posse do indivíduo ainda foi encontrada uma mochila contendo material entorpecentes. Todo material juntamente com os envolvidos foram conduzidos a DP de Itaberaba, onde foram tomadas medidas cabíveis.

MATERIAIS APREENDIDOS:

- 23 Buchas de maconha;

- 01 bucha de cocaína;

- 02 balanças de precisão;

- R$ 29,10 reais em moedas;

- 1 celular Samsung branco;

- Embalagens para acondicionar drogas.

Palmeiras abre o Desafio Chapada Ativa no dia 31 de outubro

Palmeiras abre o Desafio Chapada Ativa no dia 31 de outubro

  • 09.Out.2026 - 11h16

O Desafio Chapada Ativa será no dia 31 de outubro com a prova de abertura do Circuito de Corridas da Chapada Diamantina. Palmeiras irá reunir amantes da natureza e atletas amadores e profissionais na corrida trail com largada 16h na Praça Dr. José Gonçalves em um percurso de 5 km pelas ruas e trilhas do município. A grande novidade é a premiação em dinheiro para os três melhores atletas na classificação geral (masculino e feminino). 

A corrida é uma realização da N2 Comunicação & Eventos, empresa promotora do Rally da Chapada, em parceria com a Comvida Assessoria Esportiva e sob a supervisão da Federação Baiana de Atletismo. “A Chapada Diamantina transpira aventura. O Desafio Chapada Ativa começa em Palmeiras, o berço desta região dos esportes radicais e enaltece a energia da Chapada”, destaca Roberto Nunes, um dos promotores do evento esportivo. 

Para Vagner Alves, gestor da Comvida, o Desafio Chapada Ativa chega para fomentar a prática esportiva e o bem-estar emocional e mental dos moradores da Chapada Diamantina. “Iremos correr, andar pelas trilhas e pela nossa história”, adianta Vagner. 

A prova de Palmeiras será supervisionada pela equipe de comissários da Federação Baiana de Atletismo com marcação da quilometragem, indicação do percurso e pontos de hidratação para os participantes. A concentração na Praça Dr. José Gonçalves será a partir das 14h com processo de alongamentos dos atletas promovido pela personal Célia Almeida, da Academia Alternativa Fit. 

A corrida irá premiar todos os participantes com medalhas e os melhores colocados na Classificação Geral (masculino e feminino) terão a premiação em dinheiro de R$ 300 (primeiro lugar), R$ 200 (segundo lugar) e R$ 100 (terceiro lugar). O processo de inscrição deve ser feito no site www.ingressosmais.com.br e os participantes nas categorias PCD e idosos têm desconto de 50% no valor da prova. 

A primeira edição do Desafio Chapada Ativa – Circuito de Corridas da Chapada Diamantina conta com o apoio da Prefeitura de Palmeiras e do Governo Baiano, por meio da Superintendência de Desportos do Estado da Bahia.

MPBA recomenda medidas para combater a poluição sonora em Utinga

MPBA recomenda medidas para combater a poluição sonora em Utinga

  • 29.Set.2026 - 21h47

O Ministério Público do Estado da Bahia recomendou ao Município de Utinga uma serie de medidas para combater a poluição sonora na cidade. A recomendação, de autoria do promotor de Justiça Daniel Meireles, orienta que o Município de Utinga, a Secretaria de Turismo, o Setor de Tributação, o Setor de Vigilância Sanitária, a Secretaria de Finanças e o Conselho de Segurança Pública não concedam ou autorizem o funcionamento de aparelhos sonoros em estabelecimentos comerciais por meio de alvarás ou outros atos administrativos que estejam em desacordo com as regras estabelecidas. 

No documento, o MPBA recomendou também aos proprietários de veículos que não utilizem equipamentos de som automotivo, como paredões ou caixas de som, que estejam em desacordo com as normas regulamentares ou que produzam ruídos capazes de perturbar o sossego público nas vias do município. A recomendação também estabelece orientações para estabelecimentos comerciais.

 Os responsáveis deverão evitar a utilização de aparelhos sonoros antes das 7h e a partir das 22h quando os estabelecimentos estiverem próximos a residências habitadas. A restrição não se aplica aos locais que possuam isolamento acústico adequado, que poderão utilizar equipamentos de som normalmente, independentemente do horário de funcionamento do estabelecimento. 

Também está prevista a fiscalização por agentes de trânsito, que deverão adotar as medidas cabíveis em relação às pessoas que descumprirem as recomendações estabelecidas pelo MPBA, incluindo a apreensão do veículo para regularização, quando necessário.

Com mais de 2 mil servidores contratados de forma temporária, justiça cobra que prefeitura de Livramento realize concurso público

Com mais de 2 mil servidores contratados de forma temporária, justiça cobra que prefeitura de Livramento realize concurso público

  • 14.Set.2026 - 09h07

A pedido do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), a Justiça determinou que o Município de Livramento de Nossa Senhora adote medidas para regularizar seu quadro de servidores e realize concurso público para o preenchimento de cargos efetivos. A decisão determina o cumprimento de sentença decorrente de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o MPBA e o município.

Na fase de execução da sentença, o MPBA, por meio da promotora de Justiça Ana Luíza de Oliveira, informou à Justiça que a Prefeitura mantém 2.027 contratos temporários, o equivalente a 64,4% do total de vínculos existentes na administração municipal. A promotora aponta que o Município não apresentou documentos e justificativas suficientes para comprovar a regularidade dessas contratações.

Ao analisar o caso, o juiz rejeitou o pedido da Prefeitura para obter novo prazo sem data definida para cumprir a sentença e acolheu proposta apresentada pelo MPBA para implantação de um plano de regularização. A decisão estabelece que o município apresente informações detalhadas sobre todos os contratos temporários, informando a função exercida, o período de contratação, a forma de seleção e a justificativa para cada vínculo. Além disso, foi determinada a comprovação do encerramento dos contratos que não atendam aos requisitos previstos na Constituição Federal, podendo a manutenção temporária de servidores ocorrer apenas em situações indispensáveis para garantir a continuidade dos serviços de saúde e educação.

O município deve ainda comprovar publicação de edital de concurso público para preenchimento dos cargos efetivos vagos, apresentando também o cronograma das etapas do certame. A decisão prevê multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento das determinações, limitada inicialmente a R$ 200 mil. Os recursos deverão ser destinados ao Fundo de Interesses Difusos.

Ibicoara, Itaetê e Iramaia fazem parte de nova unidade de conservação ambiental criada na Chapada Diamantina

Ibicoara, Itaetê e Iramaia fazem parte de nova unidade de conservação ambiental criada na Chapada Diamantina

  • 11.Set.2026 - 11h51

Uma nova unidade de conservação foi criada na Bahia, pelo Estado. O Refúgio de Vida Silvestre Serra da Chapadinha abrange áreas dos municípios de Itaeté, Ibicoara, Mucugê e Iramaia, na Chapada Diamantina. Ele foi instituído pelo Decreto Estadual nº 24.778/2026 e tem como objetivo a conservação de ecossistemas naturais, da biodiversidade, dos recursos hídricos e da paisagem da região.

A criação da unidade atende a recomendação conjunta expedida pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e pelo Ministério Público Federal (MPF), resultado de uma atuação articulada que reuniu, no âmbito do MPBA, as Promotorias de Justiça Especializadas em Meio Ambiente do Alto e Médio Paraguaçu, por meio dos promotores de Justiça Alan Cedraz e Thyego de Oliveira Matos, com o apoio do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente e Urbanismo (Ceama), por meio de seu coordenador, o promotor de Justiça Augusto César Carvalho de Matos, e, no âmbito do MPF, a atuação do procurador da República Ramiro Rockenbach.

Em maio deste ano, os Ministérios Públicos recomendaram ao Estado da Bahia que conferisse tratamento prioritário à conclusão do processo administrativo de criação da unidade e adotasse categoria de proteção integral compatível com os atributos ambientais identificados na região. A recomendação apontou o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) como parâmetro mínimo de proteção para a Serra da Chapadinha.

A atuação ministerial foi fundamentada em estudos e informações técnicas que evidenciaram a elevada relevância ecológica, hídrica, paisagística, arqueológica e socioterritorial da Serra da Chapadinha, incluindo a presença de espécies raras e ameaçadas de extinção, extensa cobertura de vegetação nativa preservada e a importância estratégica da área para os recursos hídricos associados à bacia do Rio Paraguaçu e à sub-bacia do Rio Una. As apurações também apontaram pressões fundiárias, minerárias, imobiliárias e outras intervenções com potencial de degradação ambiental, reforçando a necessidade de proteção específica do território.A atuação conjunta do MPBA e do MPF envolveu o acompanhamento do processo de criação da unidade, a análise de estudos e informações técnicas, reuniões e interlocução com órgãos públicos e instituições especializadas, além do diálogo com comunidades locais e representantes da sociedade civil. Em junho de 2024, audiência pública realizada no âmbito da atuação ministerial reuniu órgãos públicos, instituições técnicas, entidades da sociedade civil, moradores e comunidades locais para discutir a proteção da Serra da Chapadinha. Com o decreto, o local passa a contar com uma Unidade de Conservação de Proteção Integral destinada, entre outros objetivos, à proteção de ambientes naturais essenciais à fauna e à flora, à conservação dos recursos hídricos e dos ecossistemas naturais e à manutenção da conectividade entre remanescentes de vegetação nativa e outras áreas protegidas.

Para o promotor de Justiça Alan Cedraz, “a criação da unidade representa importante avanço não apenas para a proteção ambiental da Chapada Diamantina, mas para todo o estado da Bahia, diante da relevância da Serra da Chapadinha para a conservação da biodiversidade, a proteção dos recursos hídricos e a segurança hídrica de uma parcela expressiva da população baiana”. A instituição do Refúgio também representa o resultado de uma longa mobilização social em defesa da Serra da Chapadinha, com participação de ambientalistas, pesquisadores, organizações da sociedade civil e instituições públicas. Ao longo dos últimos anos, esses atores contribuíram para dar visibilidade à importância ambiental da região, produzir conhecimento, denunciar ameaças ao território e defender a criação de uma unidade de conservação capaz de assegurar proteção efetiva à área.


Para Alan Cedraz, o reconhecimento dessa trajetória é parte essencial da própria conquista. “Essa vitória também pertence à sociedade civil, às comunidades, aos pesquisadores e a todos aqueles que, muitas vezes enfrentando pressões e riscos pessoais, mantiveram viva a defesa da Serra da Chapadinha. Em um país ainda marcado pela violência contra defensores do meio ambiente e dos direitos humanos, a criação dessa unidade demonstra a importância da participação social e do papel das instituições públicas na proteção de quem defende o patrimônio ambiental.”

 

Foto: Divulgação/ASCOM Inema

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Futuro da Chapada Diamantina volta ao centro do debate

Futuro da Chapada Diamantina volta ao centro do debate

  • 02.Set.2026 - 16h21

Após quatro dias de encontros com lideranças, empresários e representantes das cadeias produtivas da Chapada Diamantina, o programa Avança Chapada encerra seu segundo ciclo de escuta com um resultado concreto: a definição das soluções consideradas prioritárias por quem vive e produz no território. As propostas irão compor a agenda produtiva do programa para a região, que será apresentada e pactuada pelas instituições parceiras em janeiro de 2027, em Lençóis. 

Os encontros realizados na última semana (24 a 27/08) em Mucugê, Piatã, Seabra e Morro do Chapéu reuniram 87 participantes dos 24 municípios da Chapada Diamantina, que votaram individualmente nas ações consideradas prioritárias tanto para o crescimento sustentável da região quanto para o desenvolvimento dos negócios que empreendem no território. 


Na ocasião, o Avança Chapada, realizado do Sistema FIEB, por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), com financiamento da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), lançou a segunda linha de atuação do programa, a Biochapada, que tem como objetivo de avaliar o potencial bioenergético da região, numa atuação em parceria com o Senai Cimatec. 

Com a presença dos membros da equipe técnica do SENAI CIMATEC, Michelle Calhau e Cláudio Santos, foi apresentada a etapa inicial dedicada ao Diagnóstico Estruturante da Cadeia Regional de Biogás e Biometano na Chapada Diamantina. “Estamos identificando e mapeando os resíduos gerados pelas diversas atividades que acontecem no território e o potencial de transformar esses resíduos em insumos, como biogás e biometano, para gerar energia e renda para a Chapada Diamantina”, explicou Michelle.  

Nos próximos meses, o desafio dessa nova frente do Avança Chapada é ouvir atores locais dos setores produtivo e poder público sobre a produção agropecuária e a geração de resíduos sólidos urbanos, além da realização de visitas técnicas e levantamentos de campo. O trabalho também vai mapear demandas da região relacionados à produção agropecuária, aos resíduos sólidos e ao esgotamento sanitário, identificando o potencial da biomassa disponível para a produção de biogás e biometano.

Universidade, estradas e selos de certificação - Em clima de reencontro entre os participantes ligados à Chapada Diamantina por histórias, negócios e projetos de vida, a votação das prioridades durante o segundo ciclo de escuta do Avança Chapada aconteceu com base nos desafios e propostas levantados na primeira rodada de encontros do programa, realizada no último mês de junho. 

Entre as soluções que apareceram com maior força estão ações voltadas à formalização e certificação de produtos, com selos de origem e indicação geográfica, à ampliação do acesso ao crédito, acompanhada de assessoria técnica, ao fortalecimento da qualificação profissional ligada às demandas das cadeias produtivas e à melhoria da infraestrutura de transporte e logística, energia elétrica, abastecimento de água e esgotamento sanitário 

As prioridades atravessam diferentes dimensões do desenvolvimento regional e revelam demandas que vão desde a criação de melhores condições para produzir e comercializar até a preparação de trabalhadores e empreendedores para ampliar a competitividade dos negócios da Chapada Diamantina, o que inclui o sonho comum entre muitos de uma universidade para a região com cursos que dialoguem com a vocação do território. 

“Se for criada uma universidade aqui ou ampliada a oferta de formação local, o jovem pode nem precisar sair do território para estudar. É importante trabalhar com essa perspectiva porque, além de manter o jovem daqui, uma estrutura de formação também pode atrair jovens de outras localidades, que vêm estudar e acabam se inserindo no mercado de trabalho local. É muito importante ter essa visão de levar formação para os lugares que se pretende desenvolver. Se queremos desenvolver a Chapada, precisamos criar estrutura em todas essas áreas”, afirma Ana Luísa Santos Pimentel, proprietária do restaurante e pizzaria Beco da Bateia em Mucugê.

A empreendedora de um dos principais pontos de encontro da noite de Mucugê também chama atenção para os impactos que as deficiências de infraestrutura e logística provocam sobre diferentes atividades econômicas da Chapada. “A Chapada cresceu muito e foram feitos muitos investimentos, inclusive privados, mas a infraestrutura pública não acompanhou esse crescimento. O território ainda é tratado como se morassem poucas pessoas aqui, como se existissem poucos investimentos e poucas empresas, quando essa não é mais a realidade. As empresas precisam escoar aquilo que produzem e também receber insumos para produzir. Tudo isso é impactado. É como se a gente morasse em uma ilha, embora existam estradas ligando o território”, afirma.  

Potencial de exportação - Produtor de café e representante da Coopric (Cooperativa de Produtores Rurais de Ibicoara e Chapada Diamantina), Mauro Pereira de Figueiredo chama atenção para a importância de aproximar ciência e tecnologia dos processos produtivos da região. Na cafeicultura, ele defende a implantação de um laboratório especializado que possa ampliar a qualidade das análises e fortalecer a certificação dos cafés da Chapada, inclusive com vistas ao mercado externo.

“No caso específico da cafeicultura na Chapada Diamantina, que hoje já conta com certificação de origem geográfica, seria importante termos um laboratório especializado capaz não apenas de realizar os testes sensoriais, mas também de promover análises químicas. À medida que conseguíssemos quantificar esses compostos químicos e relacionar esses resultados às análises sensoriais, poderíamos subir um degrau no processo de certificação. Isso traria mais legitimidade e qualificação ao café que nós iríamos exportar”, afirma.

As dificuldades de infraestrutura também aparecem entre os entraves mais recorrentes para quem produz e empreende na Chapada Diamantina. Problemas de logística, transporte, fornecimento de energia e conectividade acabam elevando custos, dificultando a circulação de pessoas e mercadorias e limitando a expansão dos negócios. 

“A gente percebe que a infraestrutura deixa muito a desejar e é uma barreira para o desenvolvimento, principalmente dos pequenos empreendedores. A gente tem uma dificuldade tremenda com os Correios aqui e o transporte aéreo, por exemplo, só está disponível em Vitória da Conquista, o que exige longos deslocamentos. Outro ponto estratégico é a infraestrutura elétrica. Ela é extremamente importante não só para os pequenos, como também para os grandes, em função da capacidade de carga, do fornecimento e da estabilidade. A energia elétrica cai muito aqui”, afirma Tiago Spinolo Sodré, da ACDC (Associação Chapada Diamantina de Estudos da Medicina Cannábica). 

Inovação e união - Um dos pontos altos do segundo ciclo de encontros do programa Avança Chapada foi a dinâmica de escuta, que estimulou trocas em diferentes direções. Ao mesmo tempo em que empresários e produtores elegiam as soluções prioritárias para os desafios enfrentados em suas atividades, também recebiam sugestões, compartilhavam experiências e identificavam novas possibilidades.

Foi o que aconteceu com Érika Fernanda de Brito Silva Macedo, produtora de morangos e representante da Associação Comunitária do Cedro, na zona rural de Boninal. Durante as discussões, ela conta que passou a enxergar novas alternativas para agregar valor à produção local. 

“Durante as discussões, surgiram sugestões de outros produtos que podemos produzir tendo o morango como matéria-prima, como geleias e até o morango liofilizado. Foi uma ideia que eu conheci aqui e achei muito interessante. Também acredito que a gente precisa pensar em uma marca ligada à Chapada, porque o nome da Chapada, por si só, é muito forte”, realça. 

Já Jaqueline Macedo, engenheira agrônoma e coordenadora de produção da La Vita Alimentos Agroindústria, empresa com mais de 20 anos de atuação e que vem ampliando na região de Piatã o cultivo de hortaliças destinadas à produção de saladas prontas para consumo, destacou a importância de encontros como os promovidos pelo Avança Chapada para aproximar pequenos e grandes produtores em torno de problemas que afetam diferentes elos das cadeias produtivas. 

“Mesmo sendo uma empresa grande, a gente tem vários entraves. Um dos principais é a questão dos insumos, porque muita coisa precisa ser trazida de fora, e isso ainda esbarra na logística. Também temos dificuldades com a destinação de resíduos sólidos e com os processos de regularização ambiental. Por isso, achei o programa exemplar. Era algo que realmente estava precisando, até para a gente ter esse contato com outros produtores, produtores menores e também empresas maiores, porque, no fim, todos acabam compartilhando as mesmas dificuldades e, juntos, temos muito mais força”. 

A próxima etapa Avança Chapada será dedicada a direcionar as ações para as instituições que compõem o Comitê Gestor do programa.  “Iremos conversar com os parceiros para direcionar as ações de acordo com a atuação de cada um. Em seguida, será estruturada uma governança para acompanhar a implantação dessas ações ao longo dos anos. A assinatura do Pacto Avança Chapada, prevista para janeiro de 2027, reunirá as 15 instituições que compõem o Comitê Gestor do programa, além de outras instituições que poderão ser mobilizadas conforme as prioridades apontadas pelos atores da região”, explica a gerente de Negócios do IEL, representando a FIEB, Sandra Pasta.

Universidade, estradas e selos de certificação - Em clima de reencontro entre os participantes ligados à Chapada Diamantina por histórias, negócios e projetos de vida, a votação das prioridades durante o segundo ciclo de escuta do Avança Chapada aconteceu com base nos desafios e propostas levantados na primeira rodada de encontros do programa, realizada no último mês de junho. 

Entre as soluções que apareceram com maior força estão ações voltadas à formalização e certificação de produtos, com selos de origem e indicação geográfica, à ampliação do acesso ao crédito, acompanhada de assessoria técnica, ao fortalecimento da qualificação profissional ligada às demandas das cadeias produtivas e à melhoria da infraestrutura de transporte e logística, energia elétrica, abastecimento de água e esgotamento sanitário 

As prioridades atravessam diferentes dimensões do desenvolvimento regional e revelam demandas que vão desde a criação de melhores condições para produzir e comercializar até a preparação de trabalhadores e empreendedores para ampliar a competitividade dos negócios da Chapada Diamantina, o que inclui o sonho comum entre muitos de uma universidade para a região com cursos que dialoguem com a vocação do território. 

“Se for criada uma universidade aqui ou ampliada a oferta de formação local, o jovem pode nem precisar sair do território para estudar. É importante trabalhar com essa perspectiva porque, além de manter o jovem daqui, uma estrutura de formação também pode atrair jovens de outras localidades, que vêm estudar e acabam se inserindo no mercado de trabalho local. É muito importante ter essa visão de levar formação para os lugares que se pretende desenvolver. Se queremos desenvolver a Chapada, precisamos criar estrutura em todas essas áreas”, afirma Ana Luísa Santos Pimentel, proprietária do restaurante e pizzaria Beco da Bateia em Mucugê.

A empreendedora de um dos principais pontos de encontro da noite de Mucugê também chama atenção para os impactos que as deficiências de infraestrutura e logística provocam sobre diferentes atividades econômicas da Chapada. “A Chapada cresceu muito e foram feitos muitos investimentos, inclusive privados, mas a infraestrutura pública não acompanhou esse crescimento. O território ainda é tratado como se morassem poucas pessoas aqui, como se existissem poucos investimentos e poucas empresas, quando essa não é mais a realidade. As empresas precisam escoar aquilo que produzem e também receber insumos para produzir. Tudo isso é impactado. É como se a gente morasse em uma ilha, embora existam estradas ligando o território”, afirma.  

Potencial de exportação - Produtor de café e representante da Coopric (Cooperativa de Produtores Rurais de Ibicoara e Chapada Diamantina), Mauro Pereira de Figueiredo chama atenção para a importância de aproximar ciência e tecnologia dos processos produtivos da região. Na cafeicultura, ele defende a implantação de um laboratório especializado que possa ampliar a qualidade das análises e fortalecer a certificação dos cafés da Chapada, inclusive com vistas ao mercado externo.

“No caso específico da cafeicultura na Chapada Diamantina, que hoje já conta com certificação de origem geográfica, seria importante termos um laboratório especializado capaz não apenas de realizar os testes sensoriais, mas também de promover análises químicas. À medida que conseguíssemos quantificar esses compostos químicos e relacionar esses resultados às análises sensoriais, poderíamos subir um degrau no processo de certificação. Isso traria mais legitimidade e qualificação ao café que nós iríamos exportar”, afirma.

As dificuldades de infraestrutura também aparecem entre os entraves mais recorrentes para quem produz e empreende na Chapada Diamantina. Problemas de logística, transporte, fornecimento de energia e conectividade acabam elevando custos, dificultando a circulação de pessoas e mercadorias e limitando a expansão dos negócios. 

“A gente percebe que a infraestrutura deixa muito a desejar e é uma barreira para o desenvolvimento, principalmente dos pequenos empreendedores. A gente tem uma dificuldade tremenda com os Correios aqui e o transporte aéreo, por exemplo, só está disponível em Vitória da Conquista, o que exige longos deslocamentos. Outro ponto estratégico é a infraestrutura elétrica. Ela é extremamente importante não só para os pequenos, como também para os grandes, em função da capacidade de carga, do fornecimento e da estabilidade. A energia elétrica cai muito aqui”, afirma Tiago Spinolo Sodré, da ACDC (Associação Chapada Diamantina de Estudos da Medicina Cannábica). 

Inovação e união - Um dos pontos altos do segundo ciclo de encontros do programa Avança Chapada foi a dinâmica de escuta, que estimulou trocas em diferentes direções. Ao mesmo tempo em que empresários e produtores elegiam as soluções prioritárias para os desafios enfrentados em suas atividades, também recebiam sugestões, compartilhavam experiências e identificavam novas possibilidades.

Foi o que aconteceu com Érika Fernanda de Brito Silva Macedo, produtora de morangos e representante da Associação Comunitária do Cedro, na zona rural de Boninal. Durante as discussões, ela conta que passou a enxergar novas alternativas para agregar valor à produção local. 

“Durante as discussões, surgiram sugestões de outros produtos que podemos produzir tendo o morango como matéria-prima, como geleias e até o morango liofilizado. Foi uma ideia que eu conheci aqui e achei muito interessante. Também acredito que a gente precisa pensar em uma marca ligada à Chapada, porque o nome da Chapada, por si só, é muito forte”, realça. 

Já Jaqueline Macedo, engenheira agrônoma e coordenadora de produção da La Vita Alimentos Agroindústria, empresa com mais de 20 anos de atuação e que vem ampliando na região de Piatã o cultivo de hortaliças destinadas à produção de saladas prontas para consumo, destacou a importância de encontros como os promovidos pelo Avança Chapada para aproximar pequenos e grandes produtores em torno de problemas que afetam diferentes elos das cadeias produtivas. 

“Mesmo sendo uma empresa grande, a gente tem vários entraves. Um dos principais é a questão dos insumos, porque muita coisa precisa ser trazida de fora, e isso ainda esbarra na logística. Também temos dificuldades com a destinação de resíduos sólidos e com os processos de regularização ambiental. Por isso, achei o programa exemplar. Era algo que realmente estava precisando, até para a gente ter esse contato com outros produtores, produtores menores e também empresas maiores, porque, no fim, todos acabam compartilhando as mesmas dificuldades e, juntos, temos muito mais força”. 

A próxima etapa Avança Chapada será dedicada a direcionar as ações para as instituições que compõem o Comitê Gestor do programa.  “Iremos conversar com os parceiros para direcionar as ações de acordo com a atuação de cada um. Em seguida, será estruturada uma governança para acompanhar a implantação dessas ações ao longo dos anos. A assinatura do Pacto Avança Chapada, prevista para janeiro de 2027, reunirá as 15 instituições que compõem o Comitê Gestor do programa, além de outras instituições que poderão ser mobilizadas conforme as prioridades apontadas pelos atores da região”, explica a gerente de Negócios do IEL, representando a FIEB, Sandra Pasta.

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Capacitação profissional contempla turismo em Rio de Contas

Capacitação profissional contempla turismo em Rio de Contas

  • 23.Ago.2026 - 12h25

A Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA), entregou, na quinta-feira (20), em Rio de Contas, na Chapada Diamantina, 110 certificados de capacitação, contemplando profissionais e empreendedores, que atuam ou pretendem atuar em atividades turísticas. Eles participaram de cursos sobre técnicas para camareira e condutor, manipulação de alimentos e bebidas e caracterização de destinos. A formação teve a parceria da Prefeitura Municipal.

"Com o crescimento do fluxo turístico na cidade, precisamos melhorar a qualidade dos serviços oferecidos aos visitantes. Hoje, temos uma escassez de profissionais na área de hotelaria, especialmente de camareiras, o que torna essa capacitação ainda mais importante”, declarou o secretário municipal de Turismo, Rodolfo Abreu.

“Eu e minhas colegas de trabalho fizemos o curso para aprender coisas que ainda não conhecíamos. Aprendemos, por exemplo, sobre a forma correta de conduzir algumas atividades no hotel, desde pequenos detalhes até o uso adequado de cada material de limpeza”, relatou a camareira Ana Flávia Trindade, 28 anos.

 

Para a hoteleira Patrícia Dorea, 50 anos, “depois da capacitação, já consigo colocar em prática muitas coisas que aprendi nas aulas, onde adquiri novas e boas práticas, que são fundamentais para oferecer um serviço de excelência”.

 

A Setur-BA também participou das festividades em homenagem ao padroeiro São Bernardo de Claraval, com missa solene e manifestações culturais, uma das atrações do turismo religioso católico de Rio de Contas. As celebrações reuniram moradores e visitantes de municípios da Chapada Diamantina.

Chapada Diamantina: MPBA recomenda anulação de eleição da mesa diretora da Câmara de Iraquara

Chapada Diamantina: MPBA recomenda anulação de eleição da mesa diretora da Câmara de Iraquara

  • 28.Jul.2026 - 15h58

Medida foi adotada em razão de recondução irregular pela terceira vez do presidente da casa 

O Ministério Público do Estado da Bahia recomendou ontem, dia 27, que a Câmara Municipal de Iraquara anule a eleição da mesa diretora referente ao biênio 2025/2026 em razão de terceira recondução consecutiva da presidência da casa. Além disso, o MPBA recomendou que a Câmara realize novo pleito no prazo de cinco dias úteis.A medida foi adotada pelo promotor de Justiça Lucas Peixoto Valente após identificar que a eleição resultou na terceira recondução consecutiva de Suede de Jesus Neves Filho ao cargo de presidente da Casa Legislativa, “situação considerada incompatível com o entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF)”, destacou o promotor de Justiça. Ele complementou que o MPBA requisitou documentos à Câmara Municipal, que confirmaram que o atual presidente ocupou o cargo nos biênios 2021/2022, 2023/2024 e 2025/2026. “O Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 6.674/MT, firmou entendimento de que é permitida apenas uma única recondução sucessiva para o mesmo cargo na mesa diretora das Casas Legislativas”, destacou.Na recomendação, o MPBA orientou ainda que, no novo pleito, sejam admitidas para o cargo de presidente apenas candidaturas de vereadores que não tenham exercido a presidência da Casa nos dois mandatos consecutivos imediatamente anteriores.

Grande quantidade de droga que saiu de Cascavel, distrito de Ibicoara, com destino a Jequié é apreendida na Ba - 026
Foto: Divulgação

Grande quantidade de droga que saiu de Cascavel, distrito de Ibicoara, com destino a Jequié é apreendida na Ba - 026

  • 17.Jul.2026 - 12h55

Um homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas na tarde da última quarta-feira (15), na BA-026, após ser flagrado transportando 14 tabletes de maconha em um VW Voyage.

A prisão foi realizada por policiais da CIPRv/Itabuna, durante a Operação Balança. Segundo a PM, o motorista, que não possuía CNH, saiu do distrito de Cascavel, em Ibicoara, e seguia para Jequié, onde entregaria a droga.

O suspeito, o veículo e o material apreendido foram encaminhados à Delegacia Territorial de Maracás, onde o homem foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. A Polícia Civil investiga o caso.