O time de futebol Jacobinense, o ex-prefeito de uma cidade no interior da Bahia, fazendeiros e diversos garimpos integram a "lista suja" do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na Bahia. O documento reúne nomes de empregadores de todo o Brasil que responderam ou respondem a processos administrativos por manterem funcionários em circunstâncias semelhantes à escravidão. A última atualização da lista foi feita na segunda-feira (7) e recebeu 176 novos nomes de pessoas físicas e jurídicas. Ao todo, a relação conta com 727 mencionados, dos quais 66 são de cidades baianas. A maior parte dos registros está concentrada nas regiões norte, sul, oeste do estado, além de cidades de maior porte como Salvador e Feira de Santana. Entre os citados estão estão 31 fazendeiros, uma empresa de segurança privada, uma carvoaria e 24 residências. Nas casas, são trabalhadores domésticos os prejudicados. Outro registro envolve o time de futebol Jacobinense, que disputou a série B do campeonato baiano deste ano e foi rebaixado. Em junho de 2022, cinco adolescentes foram resgatados no alojamento da equipe no bairro de Cajazeiras, em Salvador. O ex-prefeito de Cardeal da Silva, cidade que fica a 130 km de Salvador, Manoelito Argolo, também integra a "lista suja". Em 2018, fiscais do Ministério do Trabalho resgataram um homem que era mantido em condições análogas às de escravidão junto ao filho de 12 anos em uma fazenda pertencente ao político. Na mesma época, em outra propriedade dele, os fiscais encontraram 15 empregados sem equipamentos de proteção, recebendo menos que um salário mínimo, sem recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), nem férias. Cinco empregadores de garimpos localizados Parque Nacional do Boqueirão da Onça, na zona rural de Sento Sé, na região norte, também integram a lista. Apesar de serem cinco empregadores diferentes, quatro garimpos aparecem com exatamente o mesmo nome e localização.
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