Trabalhador rural denuncia tortura em fazenda no oeste da Bahia

Trabalhador rural denuncia tortura em fazenda no oeste da Bahia

  • 17.Out.2023 - 17h48

O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu inquérito civil nesta terça-feira (17) para investigar uma denuncia de tortura sofrida por um trabalhador rural no município baiano de Cocos, a cerca de 778 quilômetros de Salvador, na região Oeste do estado. Segundo o MP, o trabalhador, identificado como Deleon Rodrigues, 37 anos, teria sido agredido na última quarta-feira (11). No entanto, o órgão só ficou sabendo do caso nesta semana, após a vítima prestar queixa na Delegacia de Polícia Civil de Cocos. Deleon denunciou ter sofrido agressões físicas, ter sido deixado em um quarto escuro e impedido de sair da propriedade. Ainda conforme informações do MP, após o ocorrido, colegas de trabalho de Deleon encontraram ele algemado com hematomas e apenas de cueca. Os colegas chegaram a gravar um vídeo denunciando a situação em que o trabalhador teria sido deixado pelos seguranças da fazenda. “Ele afirma que voltava da cidade para a fazenda junto com outros trabalhadores que foram para receber o pagamento em um ônibus. Na volta, segundo Deleon, o veículo foi parado na guarita da fazenda, e todos os trabalhadores foram revistados como de costume. Ele afirma que o que teria irritado os seguranças foi o fato de que ele levava consigo uma pequena garrafa com cachaça”, detalha o MP. O MP também informou que vai solicitar informações aos órgãos que iniciaram a apuração, assim como ao Departamento de Polícia Técnica, para onde a vítima foi encaminhada para realizar exame de corpo de delito. “Ainda serão ouvidas testemunhas antes de solicitar as informações necessárias ao empregador. O MPT deverá solicitar informações à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego da Bahia (SRTE-BA)”, finaliza a nota. Segundo a Polícia Civil, Deleon foi ouvido e foram expedidas as guias de exames periciais. O caso é investigado pela unidade territorial e acompanhado pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV). A identidade do proprietário da fazendo não foi divulgada.

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