Pequenas produtoras e pequenos e médios empreendimentos liderados por mulheres na cadeia de café da Chapada Diamantina se reuniram em 29 de março para uma oficina sobre como tornar a cadeia de valor de café mais sustentável e livre de desmatamento no Brasil. O encontro aconteceu no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ibicoara, e também abordou a adequação ao novo Regulamento Europeu de Produtos Livre de Desmatamento (EUDR).
O encontro foi promovido pelo projeto Arabica-Canephora, liderado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGVces) em parceria com o Collaborating Centre on Sustainable Consumption and Production (CSCP) e a International Women’s Coffee Alliance (IWCA Brasil). A iniciativa é cofinanciada pelo programa AL-INVEST Verde da União Europeia.
“Estamos muito felizes com a chegada do 1º ciclo de oficinas de boas práticas do projeto Arabica-Canephora. Entre janeiro e fevereiro, fizemos um diagnóstico com as cafeicultoras participantes para compreender desafios e necessidades relacionados a práticas de sustentabilidade e aos requisitos da EUDR. Agora, com as oficinas de boas práticas que se iniciaram em março, estamos tendo a oportunidade de discutir esses desafios, bem como experiências e boas práticas para endereçá-los, contribuindo para que a cadeia do café seja mais sustentável e alinhada às exigências do EUDR”, afirma Beatriz Morganti Brandão, pesquisadora e gestora do projeto pelo FGVces.
Em homenagem ao mês da mulher, a oficina na Chapada Diamantina também discutiu a temática de Direitos Humanos e Gênero, contando com exposições e dinâmicas em grupo.
Oportunidades de negócios para cafeicultoras da região
A Bahia é o quarto maior estado produtor de café brasileiro, com o café da Chapada Diamantina representando 34% da produção cafeeira.
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